Utopia


Por vezes sinto–me velha
nos pensamentos e nos desejos,
quando sinto que o Homem
corre uma e outra vez...
tantas vezes...
a bem ou a mal
numa corrida material
que o destina a um palmo e meio de terra.
Cego,
prossegue alheio à frágil sombra,
em que se tornou a palavra humanidade.
A esta ideia triste de me sentir velha,
une-se o meu lado infantil
que sem receio
e sem freio
atreve-se a sonhar.
Fantasio e transformo as imagens
frequentemente confusas,
numa utopia.
Visualizo uma luta comum;
onde todos os Homens um dia
se distinguirão,
por finalmente entenderem
a verdade da nuvem
que esconde o sol
da alma humana.


Fernanda R-Mesquita


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