Um poema de espírito sereno


Tanto amor na beleza delicada de um beijo,
um impulso puro de quem ama
silenciando a luta ruidosa do mundo exterior
Mas e o que importa o mundo alheio
se ele vive alheio à beleza delicada de um beijo?
O ruído é oco. O beijo, asa luminosa do amor,
atravessa mundos interiores que ninguém conhece,
ainda que olhe. Mesmo olhando, não vê, 
porque olha com o seu entendimento ruidoso. 
Quem muito barulho faz pouco aprofunda. 
Afunda-se no seu próprio conceito de sentir
Esse silêncio que escuto, olhando-vos abraçadas,
é um poema de espírito sereno que afugenta 
qualquer ruído e tranquiliza qualquer hora

Com amor
Fernanda R-Mesquita

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