De repente. voltei a ter tranças
















Danço!
De repente. voltei a ter tranças,
horas crianças
e o marcador colorido da infância
venceu a distância
reconhecendo o farol
daqueles que, em prol
da arte, fazem festa, sentem prazer
em percorrer
o espaço intemporal
unidos pelo eixo cultural

Não há distância para a arte, para a alegria, para a vida.
Distância é mito, distância é área que pode ser vencida.


Tiro os chinelos
e em gestos singelos
sigo o grupo que. em território brasileiro,
dança, vive por inteiro
emanando uma luz.
que a mim, sob céu canadiano, me seduz.

De repente, voltei a ter tranças,
horas crianças

Um anoitecer afogueado
o meu gato  na erva deitado,
quebrado pelo calor do verão
sem entender a vivacidade da minha expressão.

As pegas e os corvos sempre barulhentos,
já ajeitados no galho, sonolentos
interrogam-se sobre quem está a interromper
as sagradas horas do recolher.

Danço!
De repente, voltei a ter tranças,
horas crianças

Geografia é um pormenor
um mal menor
Distância é mito, distância é área que pode ser vencida.
Não há distância para a arte, para a alegria, para a vida.

Fernanda R-Mesquita


Para um grupo especial de Ribeirão Preto
A vossa chama tocou o meu coração
Parabéns a todos! Hoje dia 7 de Julho, às dez da noite, tive o privilégio de assistir a um resumo do vosso alegre Sarau, do programa Ponto & Vírgula. Então, vocês, não puderam ver, mas o contágio foi tanto que eu, no meu alpendre, tirei os chinelos e dancei também. Parabéns a esse trio musical com tanto talento! Parabéns pela vossa alegria contagiante!



Comentários